quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Humanismo e Renascimento
Este momento histórico-social é tido como um período de transição. Marca a passagem do fim da Idade Média para a Idade Moderna.
Com o crescimento das cidades e do comércio, o regime feudal enfraqueceu. Os servos podiam vender sua colheita e conseguir dinheiro para pagar os serviços que deviam ao senhor feudal; podiam ir para a cidade ou conhecer novas terras. O desejo de liberdade se concretizava.
Os senhores feudais, aos poucos, foram perdendo suas terras e seus servos. Neste momento, o rei, que era uma autoridade simbólica, fortalece-se, à medida que se aliava a uma classe social emergente, a burguesia, formada por artesãos e comerciantes, detentores do dinheiro, que viviam nas cidades.
No momento em que o rei consegue centralizar o poder, tendo como alicerce a teoria do dinheiro divino, à igreja Romana interessa defender a estrutura feudal, por possuir uma quantidade bastante grande de terras.
Com isso, a igreja deixou de ser a única responsável pelo monopólio da cultura, formando-se bibliotecas fora dos mosteiros e dos conventos.
São também frutos dessa época os humanistas, homens cultos e admiradores da cultura antiga. Eram individualistas, davam maior importância aos direitos de cada indivíduo do que à sociedade. Acreditavam no progresso, rejeitando a hierarquia feudal.
Através do contexto histórico, podemos perceber que o homem da época rompe com o sistema feudal e com a visão teocêntrica do mundo determinada pela igreja e vai em busca de si mesmo, de novas descobertas e novos valores.
O momento é de transição.
O homem começa a se valorizar, sem contudo abandonar por completo o temor a Deus e a submissão.
A literatura, como está intimamente engajada no momento histórico-social, vai gerar produções literárias que refletem esse período conflitante no qual o homem do século XV viveu.
A data que marca o início do Humanismo em Portugal é o ano de 1418, quando D.Duarte nomeia Fernão Lopes como guardador da Torre do Tombo, e termina quando Sá de Miranda retorna da Itália, em 1527, empreendendo em Portugal a campanha em prol da cultura clássica.
Como principal manifestação literária, encontramos:
(fonte. www.brasilescola.com.br)
uma injustiça, pois era baseada não no amor próprio, mas na humildade de r
RENASCIMENTO
Para a mentalidade medieval, a desigualdade proporcional era um bem e não uma injustiça, pois era baseada não no amor próprio, mas na humildade de reconhecer as carências individuais de cada um e a superioridade de outros. De maneira que a regra é a admiração às superioridades de cada um (pois cada pessoa representa em si algo da perfeição de Deus, e representa esta perfeição melhor do que qualquer outra). Em se admirando, algo daquilo a que se admira passa para quem admira, e assim sucessivamente, existe uma constante progressão social para o mais alto, para o mais belo, para o mais perfeito. A função da elite é, pois, a de elevar constantemente a sociedade e não, como querem os socialistas, oprimir e destruir.
Com o advento do Renascimento, esta "atitude de alma" admirativa, gradativamente, vai se transformando em inveja; e do ideal de desigualdades harmônicas, passa-se a uma busca constante de igualdade e liberdade. Igualdade fruto do orgulho que não aceita superioridade. Liberdade que não aceita a imposição de regras sociais e morais, que, segundo os revolucionários, aprisionariam o homem . Da união destes dois princípios revolucionários, somos todos iguais e livres, surge a fraternidade ecumênica e niveladora, onde a verdade é subjetiva e a moral apenas social (pelo menos até o advento das chamadas sociedades alternativas, que praticamente preceituam a inexistência da moral). (fonte. www.escolabasil.com.br)
1° As Causas
No século XV, os portugueses, depois os espanhóis, empreenderam grandes expedições na esperança de atingir por mar as regiões do Oriente: Índia, Insulíndia, China e Japão, em busca de riquezas. Seguindo o exemplo dos ibéricos, outras potências, principalmente a Inglaterra, França e Holanda, que tinham portos no Atlântico, realizaram, nos dois séculos seguintes, explorações marítimas.
2°Os descobrimentos Portugueses
As causas da primazia de Portugal foram entre outras, a neutralidade de Portugal nos conflitos europeus, o poder monárquico centralizado, posição geográfica privilegiada, desenvolvimento da indústria naval, iniciada por D. Dinis, e fundação da Escola de Sagres, pelo infante D. Henrique, o Navegador, principal promotor dos descobrimentos marítimos, que atraiu para Sagres os cosmógrafos mais notáveis da época.
3°O descobrimento da América (1492)
Cristóvão Colombo, genovês a serviço da Espanha, saiu do porto de Palos, no dia 3 de agosto de 1492, com três pequenos navios: Santa Maria, Pinta e Niña, rumo ao Ocidente. No dia 12 de outubro do mesmo ano chegou à ilha Guanaani. Estava descoberta a América. Visitou, na primeira viagem, Cuba e Haiti e regressou à Espanha. Fez Colombo mais três viagens à América. Na segunda descobriu as ilhas: Dominica, Marigalante e Guadalupe. Na terceira, descobriu Trinidad e voltou à Europa preso por Bobadilha. Na quarta, descobriu a Martinica. Morreu pobre e esquecido em Valladolid em 1506. O nome América liga-se a Américo Vespúcio por um equívoco histórico.
4°As navegações inglesas
O domínio que exerciam os portugueses e espanhóis sobre as rotas oceânicas que conduziam à Índia pelo Sul da África e da América, levou os ingleses a procurar uma passagem para o Oriente pelo Noroeste. Brístol o centro de irradiação das expedições inglesas. Os notáveis navegadores que tentaram encontrar um caminho para as terras das especiarias foram:
João Caboto, italiano a serviço da Inglaterra, o descobridor da América do Norte. Chegou à Terra Nova, à Nova Escócia e península do Labrador;
Walter Raleigh, protegido da rainha Isabel. Tentou fundar uma colônia na América do Norte, sem sucesso;
Francis Drake, corsário famoso, fez a segunda viagem de circunavegação. Foi armado cavaleiro a bordo de seu navio pela rainha;
Martin Frobisher, explorou a Groelândia;
James Cook, deu três voltas ao redor da Terra. Morreu flechado pelos nativos no Havaí.
(Fonte: (Fonte: História Moderna e Contemporânea Osvaldo Rodrigues de Souza)
